A combinação entre aumento da demanda e fatores climáticos deve continuar dando sustentação aos preços da soja e do milho. A avaliação foi apresentada durante o 12º Caminhos da Soja 2026, realizado na última terça-feira (1º), em Palotina, reunindo cerca de 250 produtores e funcionários da área de grãos da C.Vale.
Durante o evento, o consultor comercial da Pátria Agronegócios, Ronaty Makuko, destacou que problemas climáticos registrados nos Estados Unidos e a possibilidade de impactos do fenômeno El Niño sobre a próxima safra brasileira podem influenciar o mercado da soja.
Segundo ele, uma possível diferença entre a produção e o consumo tende a favorecer a valorização da oleaginosa. O cenário também pode representar uma oportunidade para os produtores anteciparem a proteção dos custos da lavoura diante das perspectivas de preços mais elevados.
No mercado do milho, a expectativa também é de crescimento da demanda. Conforme apresentado durante a palestra, o consumo nacional, atualmente estimado entre 26 milhões e 27 milhões de toneladas, pode chegar próximo de 50 milhões de toneladas até 2034.
Atenção às plantas daninhas
O evento também contou com alerta sobre a qualidade da produção destinada ao mercado internacional. O doutor em Agronomia da Embrapa, Rafael Mendes, chamou a atenção dos produtores para a necessidade de um controle eficiente de plantas daninhas nas lavouras de soja.
A presença de sementes de espécies como carrapicho e capim-massambará (vassourinha) pode gerar problemas nas exportações. Em março de 2026, ocorrências relacionadas à presença de sementes de plantas daninhas chegaram a provocar a suspensão das exportações de soja.
O encontro contou ainda com a participação do presidente da Aprosoja Paraná, João Cunha; do vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron; do gerente da Divisão de Produção, Luciano Trombetta; e do diretor de Comercialização, Alexandre Tormen. O evento teve apoio da Bayer.
