A injeção irregular de energia na rede elétrica da Copel, por meio de Geração Distribuída (GD) não declarada, mapeada pela companhia em 2025, chegou a 25,4 MWh, suficiente para abastecer uma cidade de pequeno porte (com até 7 mil habitantes) pelo período de um dia.
É uma carga não prevista para o sistema, proveniente de propriedades com maior número de placas fotovoltaicas e equipamentos mais potentes não declarados em projeto prévio e instalados sem a anuência da concessionária de energia. É a chamada geração à revelia, que infringe a legislação federal de Geração Distribuída e as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
“A Copel trabalha permanentemente para coibir o uso indevido do benefício da GD e prevenir sobretensão e danos à rede por energia excedente”, afirma o superintendente Comercial da Copel Distribuição, Breno Castro.
Nos primeiros seis meses deste ano, as ações de fiscalização da Copel interromperam a entrada de 12 MWh não declarados na rede de distribuição. Uma energia acumulada que, uma vez injetada à rede, causa oscilações e interrupções no fornecimento e coloca em risco a segurança do sistema elétrico.
As intervenções da Copel para a identificação e regularização de GD à revelia estão alinhadas à iniciativa da Consulta Pública 009/2026, aberta em abril pela agência reguladora, com a meta de aprimorar o tratamento de excedentes de energia e conferir maior flexibilidade operativa à Rede de Distribuição.
